sábado, 6 de agosto de 2011

Come on Girl!


Estou confuso, cansado...
Repleto de ilusões e temores.
Vamos lá, me vender por um masso de cigarro não é mal algum.
Homens cretinos como eu existem, aos montes.
Mas momentos como este, para brindar e tragar, não.

Come on girl.
Sirva-me mais uma dose de tequila.
Você sempre soube como me agradar.
Mesmo mentindo, não foder com outro.

Olhe, la fora a chuva cai, cai com ela nosso reinado de ilusões.
Veja a sarjeta meu amor, são nossas mentiras que vão para o ralo.
Aquele embrulho vermelho ali, não é o presente que me deu no ultimo aniversario?
Como pedidos de desculpas por ter me arruinado com minha família?

Come on girl.
O labirinto da vida acabou para mim.
E não há pote de ouro algum no fim dele.
Sorria meu amor, e me de mais uma dessas doses de vida.

Você realmente não pensou que eu cairia nesse golpe sujo não é?
É, eu sei que você me pegou. Pensei que te veria no beco escuro.
Ilusão a minha, era o magistrado com minha sentença em mãos.

Come on girl.
Venha me ver em meus últimos minutos nas imundas masmorras.
Você sempre amou enfeites de natal e eu nunca lhe dei uma lâmpada sequer.
Veja, hoje sou eu a tua arvore de natal. Veja eles ligarem a cadeira.
E faíscas saírem do meu corpo, para uma única vez, te alegrar.
Come on girl, sorria. Não é tão ruim assim...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Satã


Satã vive preso, nos labirintos de sua própria masmorra.
Seu conceito de liberdade, inteligência, amor e ódio, não existem.
Pois conceitos são para as coisas que se pode ver e tocar, mas aquelas que podem apenas ser sentidas, a essas, nada existe, sem classificações, sem julgos, sem definições.
Assim é Deus para satã, algo inexistente, pois não se pode: defini-lo, ve-lo ou toca-lo.
O grande mestre de chifres, não recruta como Deus — deus humano sem divindade alguma,  chamando a todos e qualquer um.
Alias, “O mestre”? Quem disse que Satã é um homem.
O masculino é para a força, para aquelas almas que necessitam impor-se. Ao feminino cabe a luxuria, manipulação, inteligencia, o agir sob cautela, sem cautela alguma, planos? O feminino nunca precisou de planos, isto cabe aos homens, fadados ao medo do fracasso.
A grande Deusa Satã, em sua imponência, encontra-se em magnanimo trono, no mais sujo dos labirintos. Pois a real beleza, para ser bela deve-se mostrar magnífica em meio ao lodo, pois rodeado de requinte até mesmo o mais insignificante dos Papas pareceria a imagem de um Deus.
A majestosa, não possui nossos conceitos pequenos de certo e errado.
Quando seus olhos encontram o potencial em um humano, A líder, despeja toda sua energia em tal ser, sem ser anunciada, sem explicações, sem um pingo de compaixão para com o humano. Se ele falhar, e usar a essência de forma errada, estará afastando todos os ridículos e banais humanos da Deusa.Se triunfar, não só atrairá os bons, como fará o nojento trabalho de explicar sobre quem não quer se explicar.
Oh criança, traga-me vosso sangre fresco.
Eh criança, pensaste que somente o diabo sabia brincar com as palavras...
Esquecestes que palavras, é minha maior criação, depois da morte é claro.
Oh criança, não es meu doce amor, tão pouco meu baby querido, mas é minha child...
Criança olhe a sua volta, eu sou a criatura mais bela que existe. Deus aos meus pés é indigno de lamber meu fino sapato. Mas você criança, esta noite, deixarei que sente ao meu colo, que toque meus lábios. Pois ao contrario do teu deus, criança. Darei-lhe o prazer que tanto procura.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Diabo


O Diabo caminha leve livre e solto.
Pelos becos, alamedas e avenidas da vida.
Não tente encontrá-lo, pois o diabo, não se deixou humanizar como deus.
Não o encontraras em forma esplendorosa, alto, magro, forte, loiro e diabólico.
Pois destes artifícios humanos de persuasão, o diabo detesta, seu poder e sua fúria, estão em sua energia, e não em sua imagem. Não tente humanizá-lo, oh baby, não tente.
Se desejares piamente encontrá-lo, feche os olhos, sinta a energia te atraindo.
Seja o pólo positivo a atraí-lo.
Pois olhos alguns conseguirão distinguir a maldade do verdadeiro ser.
Sinta, apenas sinta.
 Caso encontrá-lo poderá nem mesmo saber,
Acharas talvez, que terá encontrado a deus,
Pois o Diabo...
 Não foi humanizado, oh baby, você não sabe como o diabo pensa.
Procure nas avenidas mais movimentadas, pois o diabo gosta de se ocultar entre os crentes.
Não faça rituais, baby o diabo não precisa de sacrifícios como deus.
O chame, apenas o chame baby.
Mas cuidado...
O Diabo pode atender a vosso chamado.
O magnetismo e a fúria do grande ser, podem ser de mais para um pequeno filho de Deus.
Cuidado baby cuidado.
Ele pode desvirtuar teu amor por deus, e saciar todos teus desejos sanguíneos.
Baby, jamais olhe em seus olhos, ele poderá transformá-la, no animal mais devasso da terra.
Baby, não olhe em seus olhos, não.
Oh baby, o Diabo não foi humanizado.
O diabo ira desunificá-lo.
Oh baby, sinta, apenas sinta...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Vacuo no vago.,.


Alguns dizem gostar de mitologia.
Em suma, gostam do tal poderoso Zeus,
Desconhecem a sabedoria de Metis.
Não cogitam o amor da mãe Gaia.
E Caos, haa. Quem es tu? Não é a desordem do mundo?

Deus primordial, incompreendido pelos tolos filhos,
Gerações tão distantes do teu afeto.
O afago que procuro na calada da noite, ser físico algum concebera.
Não há amor Gaiano, tão pouco, saber Metiziano, que assolem este universo com o mal do impressionismo.

Calo-me diante de ti, e absorvo as aventuranças trazidas pela terra, ungidas no teu saber, acolhendo o sul de meu corpo.
Satisfaço-me, com o calar e definhar de meu coração, com a dádiva da água que lava todo sentir que em mim habita, na aurora envolta do  verdadeiro sentimento: O vazio. Que venha do norte, o vago sincero.
Oh pai Caos, me traga do leste teu mais puro ar, que é tua verdadeira voz, aquela que em nenhuma outrora soube tanto de tão pouco.
Do oeste não me de coisa alguma, que leve daqui todo esse mal gaiano, dessa terra maldita, assolada pelo homem, tire deste universo toda essa impureza que Eros impregnou e... Pai, saia ao menos por um instante de vosso trono, e deixe que todos provem do verdadeiro significado de Desordem Primordial.

Ohm!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Promoções do Orkut!

Peguei uma que vi, e divaguei sobre...



Todos gostam de sombra...
Mas poucos plantam árvores!

Talvez pelo fato de que todos admiram a tradição da serpente inconscientemente, mas que em consciência a temem, por possuir um conceito cristão, sobre sombras e sabedoria. No fundo o eu superior dos homens, querem de alguma forma serem acolhidos pela sabedoria das sombras, mas a temem, pois o ego é soberbo, e teme que nas sombras ele não seja visto da mesma forma na qual é exaltado na luz.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Incognitos!


Ando me perguntando, onde foi que eu me perdi...
Haaa
Precisei me buscar de fato pra entender isso.
Do tempo que eu era auto suficiente, da época que precisava só de mim mesmo.

Da época idiota que pensava que eu precisava do mundo.
O mal que me fez, fazendo com que não mais me satisfizesse por mim mesmo.
Tirando de mim meu todo, deixando-me com essa sensação de ter que me completar.
E ainda me diz que isso que sente e faz por mim é amor.
Amor? Fazer com que eu precise de ti, daquilo que tu e outras podem me dar, dar? Como podem ter a ousadia de “dar” fragmentos do que um dia fora completamente meu?
O abandonei, e com isso parte de mim também deixei de lado.
Busquei no depressivo mundo, a experiência, a sensação, a saciedade. Todas elas, sempre estiveram comigo.
Sempre afirmei não precisar do mundo, mas sempre buscando ser parte depressiva desse mal terreno.
Sempre dizendo ao mundo o quão pequeno ele é para mim, mas sempre desejando a toda usa grandeza.
Tal imenso é este mal, que mesmo compreendendo isto, Ca estou, escrendo  isso, pois se tivesse me libertado de fato, teria guardado estas palavras para mim, quando as conclui na sacada, em um dia de chuva, com um cigarro na mão, e um mal estar nos pulmões. Talvez seja isso, sempre buscando o bem estar na dor.
Não mais sorrio ao me machucar, não mais me divirto com a solidão, não mais, não mais..
Fato este, que quando em sacada repleta de água e fumaça, isto soou tão poético e sincero, que agora ao despejar aqui, parece tão ridículo e pequeno, tão distante do que realmente entendi...
E da tumba, eis que surge, o “incógnitos” que outrora pensava ser o mais belo dos meus pensares, mas que só fora belo de fato, por nunca ter sido escrito.
Incognitos, o que fiz contigo!?!?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Fa!


A um velho amigo hoje me volto...
Aquele que nunca me fez sofrer.
Tantas incógnitas mal entendidas, mas nunca um coração ferido.
A essência de desordem, ruptura e origem.
Ao caos, meu eterno e sempre amor.
Não sei o que dizer, pois desaprendi a língua do verdadeiro pai...
Anseio mesmo que em pequeno gatinhar, volte a ter o elo, não selado.
Pois de selamentos e conjurações meu ser esta farto, fardado ao carma do pecar com a verdadeira essência.
Na conversa calma e serena, repleta de devaneios e lapsos revoltosos. Cuja ação em momento algum, provem de um alem imaginado ou já existente, tão pouco de um mundo novo.
E que minhas palavras e compreensões fiquem em mim, pois dele sei que não provem o ato maligno de proteger ocultando, de ajudar tirando-nos o mais sagrado que é a dádiva da escolha, do seguir-se só e por si mesmo.
Chaos leph se mantufahr, dign en!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

translucido!


Em meu testamento, uma única dádiva: minha lucidez.
Afinal, só deixamos para outrem’s aquilo que conquistemos mas nunca usufruímos de fato, pois o usado, se consome, se destrói, se vai ao nada.
E não considerem como um presente, e sim  como uma maldição, pois atos lúcidos, são os mais banais possíveis.
Pessoas que agem com lucidez, na verdade à usam como sinônimo, sinônimo de medo. Sim! Medo, quem esta lúcido em suas decisões, não ousa, segue em frente com três pés atraz, da um tchau segurando a lagrima, um abraço contido e sem graça, um amor... Amor? Desde quando lucidez se liga a amor, alias desde quando o amor foi lúcido, façam me o favor, sentimento rasgado, insensato, de ações impulsivas, incoerentes e por vezes irracionais, e ainda acha que tem ligação com lucidez? Haha

Deixo isto para vocês, fiquem com a lucidez do mundo, alias, não fiquem, pois já possuem as vossas, que alias, não vão muito alem da minha, a diferença, que a minha não é hipócrita, tão pouco manipulada as rédeas daquilo tudo que aclamamos: O relho.
Sim, ousaria dizer que somos  sadô masô. Adoramos sofrer nas mãos e pernas dos outros, e quando surge a oportunidade de termos em mãos a tal cólera divina, agimos descaradamente maléficos, e não é?

Deixar para vocês a lucidez, isso ai, gostaram? Pro inferno, quem disse que eu nunca a usei, hahaha, sempre, a todo instante, inclusive se não lúcido não estaria sendo hipócrita agora. Contraditório não é? Que nada, são teus olhos fadados a ignorância da era moderna, e teu cérebro fadado ao pensamento da idade media, hahaha...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

death blood

Um poeta morto...
Em sua espinha corre nada mais, que o mais singelo e temeroso medo.
O medo de pronunciar frases, conjurar blasfêmias e verdades da alma.
À um poeta morto, nada mais triste do que ver um papel em branco a sua frente apoiado em canetas de sangue.
À um poeta morto, a morte nem mais é atraente, tão pouco mórbida, simplesmente mais um papel em branco, amassado em esquina qualquer...
Para onde vão os sonhos? Alguem há de me responder. Ai! Quem sabe então, eu encontre aquelas palavras soltas ao vento, que somente meus pensares sabem juntar, conjulgar, conjurar e queimar.
Aos mortos de escrita, o sangue se faz negro como o lodo do mundo moderno, se faz nojento, insalubre e imprescindível, termo esse abominado por tal raça...
À um poeta morto, fazer isso é como um suicídio, por ousar do cão negro o retorno da inspiração...