segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ekaton


Microcosmo, somos um.
Uma pequena partícula, da grande existência.
Uma fagulha de vida, iludidamente consciente.
Sempre a busca constante de nós mesmos..
Sempre tão distantes daquilo que procuramos.

Faríamos valer nossa existência, se por um minuto observássemos aqueles que sua missão como seres vivos exercem.
Se alguma vez em nossas tantas vindas a gaia, agíssemos como as arvores, que não apenas nascem, reproduzem ao seu modo e morrem, mas que vem com uma missão em vida, e voltam ao repouso da morte, com seu fardo aniquilado, seu objetivo concluído, sua paz encontrada. Entenderíamos então que buscamos a paz, nos recantos mais inóspitos de luz, nos confins mais soberbos de alienação, e concluiríamos enfim, que somos tolos, por nos dizermos deuses de nós mesmos. Somos tão insignificantes em nossa busca e missão, que intitular-mos de microcosmo, é um elogio que não nos pertence, que nos diz tanto, de tão pouco.

Somos uma fagulha de vida, que perdeu seu brilho durante as eras.
Uma sentelha de evolução, que se foi, como o vento que por nossos rostos passa e nunca mais retorna, nunca mais é o mesmo.
Almejamos uma consciência plena, uma exaltação da individualidade, esta por sua vez tão pequena que faz até mesmos as ervas daninhas rirem de nosso ego e Eu Superior.

Deixamos de lado a união de nossas partículas, o perdão de nossos inimigos, a busca do nosso Eu em nosso próximo.
A receita é simples, o caminho é tão simplório, que o ignoramos, por acharmos que a vida era mais complexa.
A resposta esta ai:
Terra...
... Fogo...
...água...
... E Ar.
A terra que abriga nosso ser, em momentos de duvida e anseio;
O fogo que queima nosso ser, nos elevando ao divino;
A água que mata a sede do nosso Eu;
E o ar, que transporta nossa energia final, o produto de tudo aquilo que semeamos à terra prometida.
Que renasçam os elementais, nossos verdadeiros deuses.
E voltaremos enfim à babilônia, terra prometida a homens que já não existem mais.

(Agradeço a Demócrito e Jah, pela inspiração)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

wath...

Cuidado!

Cuide bem do que se é dito, ousado e realizado.

Corre por ai, entre as vielas da vida, o temido vento.

Que tudo carrega, tudo semeia e devora.

No calar da noite, num beco escuro, o mais baixo sussurro...

Pode nas mais ímpias platéias, virar discurso, enérgico e febriu.

Shadow Puppets.


Em meio à escuridão, existe uma janela
Ainda mais escura, perplexa aos meus olhares.
Envolta numa aura, iluminada, tão magnífica.
Prateada, de um brilho reluzente, que ofusca o ego.
Que manifesta a alma, em seus mais ínfimos lugares.
Aquele velho cheiro vem a tona, num turbilhão de pensares.

Meu ser em conflito, travando batalhas a finco
A fim de se instaurar a paz interna, a calmaria externa.

Extasiação, serenidade, tudo e apenas o necessário.
Seus olhos mergulhão na vastidão nas sombras.
Tua morada intacta, a espera do ser a sua casa voltar.

Suas mãos ficam gélidas, seus dedos tremem, é a separação que chega.
Seus lábios se contraem se expandem, naquele ato, que chamamos de sorriso.
Nada mais é que a manifestação do verdadeiro ser, se contorcendo, voltando a vida.
Como um bebê que vem ao mundo, vindo do útero terreno, que agora, contempla o externo.
O verdadeiro mundo, ao menos, o provisório, aquele que será levado consigo,
Até a hora da travessia, a crossing death.


Se o outro lado, não lhe voltar a falar não mais sorrir para ti.
Tenha  a certeza de que vosso momento, ainda não chegou.
Mas que se encontra no aguardo, na espera da sintonia divina, tocar mais uma vez, a sinfonia da evolução.
Sophia, o espera, em algum recanto do mundo, seus olhos fixos no espaço, na certeza de que seu amado um dia a encontrara, e que em seus braços a tomara, e tudo, exatamente tudo se concretizara.
O teu mundo será dado a ti novamente, teu reino, tua morada e governancia.
Nos ímpios campos, na lavoura de trigo, ainda a ser germinada, pela semente do amor.

As planícies encontram-se em perfeito estado, férteis, gastando seu encherto estão as ervas daninhas, que pensam ser o verdadeiro fruto, mas que na verdade, são distrações, a terra prometida.

Venha a mim, ao meu alento, mas antes volte ao teu corpo, tome para si, o que é teu, enquanto guardo o meu, para um dia lhe presentear, lhe devolver aquele encanto, que outrora me emprestara...

Texto feito a cunho de um mortal encarnado, canalizando energias de outras tres entidades, em especial o Xamã, que agradeço o presente de seu saber.

domingo, 9 de janeiro de 2011

cadiac

Ainda te escreverei;
Mesmo sabendo que não estou preparado.
Sinto em mim, estagnação.
Meus textos, não contem minh'alma;
Não estão sujos de meu suor;
Tão pouco, possuem o cheiro de meu sangue.
Minhas palavras andam vazias, perdidas no vácuo da perdição,
Jogadas em alguma viela qualquer, na qual não consigo mais me esconder.
Meus minusculos olhos se inflam de lagrimas, ao saber que o tempo é curto...
E que mais curto ainda é nosso conceito de tempo, tão vagaroso ao ser descrito.
Uso de um meio oculto, tão simplorio em outras planicies.
Pois no anseio de teu encontro, eu me encontro.
Almejo encontrar-nos, embalados por alcoolismo febril
Por bitucasde cigarros tóxicos.
Pois nesse balançar e alquimia nuclear, iremos brindar.
Brindar ao fim da carne, ao inicio do cosmos.
Transportando a mim, para onde estais agora, no infinito espaço mágico do amor.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Jamel!

Do néctar dos Deuses eu não sei.

Mas dos homens, eu bem conheço.

O álcool.

Do ato simplório de beber,

Proporciona-nos infinitas possibilidades:

A alegria espontânea;

A coragem momentânea;

O infame ato, tanto almejado,

Alcançado em momento tão desigual.

Aos poetas:

Ah sim, o verdadeiro néctar dos homens.

Libertador da alma, que nos chamem de bêbados.

De vagabundos e imundos.

Mas nossas amarras, não resistem, ao liquido libertador.

Expandindo nosso universo ao infinito.

Infinito este, tão bem descrito por nós, em tal estado.

Minha’lma, se alegra, ao saber que em suas veias,

Escorrerão o libertar em forma de bebida.

Só de pensar, minhas entranhas, cogitam poemas,e pensares.

E que o mundo me critique, mas de minhas palavras sóbrias, ele nunca soube.

Mas de minhas embriagadas cantadas, ah, dessas ele bem conhece.

E como conhece, das admiradoras e paixões que tive, foi graças ao néctar humano.

E que não tentem me acorrentar ao laço negro do casamento, pois da libertinagem, liberdade e inspiração, eu nunca me separarei.

Estarei sempre a mercê, da paixão alcoólica do verdadeiro amor:

O intelecto Gaiano!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Desabafar é sempre bom, ou não!

Como sociedade moderna adquirirmos diversos costumes, hábitos e consequentemente vícios. Alias hoje em dia é parte fundamental do que nos move, estes tais vícios, você até pode pensar “eu viciado? Jamais, isto é coisa para drogados”. Mas a verdade que de alguma forma você possui um vicio, esqueça a palavra vicio e pense nela como um hobbie, um habito, ou uma paixão. Bem, agora você começa a cogitar a idéia não é? Tudo que fazemos como forma de nos destacar, distrair ou proporcionar um prazer fora do comum, quando usado mais de uma vez nos vicia sim. Depois de sua bodmodification você não viciou naquilo? A senhora hoje não consegue mais se ver sem mudar seu corte de cabelo a cada seis meses, não troca de coloração capilar a cada troca de estação? Desde cortes de cabelo, a pares de sapatos e tipos de meias. A verdade é esta e ninguém pode negar, vivemos numa sociedade onde o combustível propulsor são os vícios e a matéria prima deste combustível é sem duvidas o capitalismo. Sim isto meu, não que eu quero atacar o sistema vigente de infinitas formas, pois eu sou parte integrante dele e isto não há como negar, mas que isso é conseqüência desta massiva tática de compras e vendas, a se é. São artimanhas que criaram para fazer com que você idolatre o capitalismo, sinta se preso nele de tal forma que pensar sua vida sem os prazeres que ele proporciona seria algo inimaginável. Este sem duvidas é mais um mérito de nossa raça, conseguimos criar um sistema no qual, todas as partes se sintam bem com elas, até mesmo os mais pobres se sentem bem, pois eles não querem que mude tudo, eles são querem serem ricos. É esta a única batalha que o capitalismo encontrara, pessoas lutando para terem todo o prazer nele contido. É magnífica a engenhosidade, lucros e mais lucros e com a certeza de ter uma sociedade controlada, mantida a rédeas curtas, no qual sua única ambição é sem duvidas, ser de alguma forma, o próprio capitalismo.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Human vs Earth.

A guerra tem como ponto de partida a ganância de alguns poucos em sua incansável busca pelo poder absoluto. Esta, por consequência, causa a morte de milhares de inocentes nacionalistas, que tem seus destinos traçados nas trincheiras da morte. E assim se seguem as eras e idades da sempre trevosa Gaia, que se torna negra com a obscura alma humana, que espalha seu manto de maldade à aquela que os acolheu de braços abertos e os criou como filhos de seu ventre. Somos uma raça distinta, vindo de terras e eras longínquas, na qual nossa única ambição é a destruição completa do solo a nossos pés, não medimos forças nem tão pouco, poupamos esforços, para ver o lar que nos foi dado, dilacerado, pelo fio de nossas maléficas espadas mortais.
Seres vivos dotados do sinistro, dom da morte. Somos nós a raça dos mortos, os adoradores de Hades e Tártaros, fieis escudeiros de Erebus. Em nossa sina eterna de guerra ao Deus Caos e nossa admiração a Eros, o todo poderoso Deus da desordem Universal. Distorcedores da realidade e manipuladores da mentira, nosso objetivo é enganar a nós mesmos, fazer da evolução real, mera marionete, amarrada pelo laço da vida, envolta em nossas gélidas mãos. Tão podres que até mesmo em nossos iguais despertamos a irá para contra nosso ventre.
Teremos que chegar aos mais profundos confins da alma negra, para só então observamos a plenitude da luz que os oceanos de pureza proporcionam. Chegará o dia em que nossas estatuas adoradas serão os puros de alma, o dia em que nossas praças estiverem repletas de figuras de Poseidon, Gaia, Caos e Zeus. O dia em que o negro do céu será meramente o anunciar de uma purificadora chuva e não mais a exalação de nós mesmos, o dia em que os ventos uivantes serão apenas anunciadores da transformação, e não mais, maus presságios de um futuro nada distante, no dia em que a seca será apenas um intervalo entre uma era intelectual e outra extraordinária, e não mais a cólera divina.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

old!

Como se sente um idoso? Qual as sensações que se tem em mente quando conversamos com nossos travesseiros a noite ao ter 60 anos? Será que ainda temos este costume, será que nossa consciência é mais branda ao ponto de não mais nos criticarmos, ou seria nesta fase que ela nos mais consome, pois tem a razão de nos culparem por aquilo que não fizemos, pois certas coisas o tempo não nos traz mais a oportunidade. Seria a velhice, uma continuação desta frustração mundana, que nos consome, que nos traz aquele sabor de mundo com o vento, de que devemos ser muito mais que isso, tendo consigo muito menos? Talvez seja isso, talvez seremos sempre buscadores de nós mesmos, e até o dia em que entendamos que desta vida, mal vivida só se leva as experiências, continuaremos a dor murros em pontas de facas afiadas e dilacerantes de nós mesmos, de nossas almas e ambições. Será que alguma dia deixaremos esta condição tão banal, e nos voltaremos a nosso espírito? Será que os adornos e acessórios materiais serão sempre essências, mais até que nos mesmos, a tal ponto de nos sentirmos sempre mal com a sensação de nudez? Se possuímos corpos tão bonitos e joviais, porque nos escondemos atraz de coisas tão insignificantes, talvez essa atitude seja uma continuação daquela de escondermos nossa alma, nosso EU, atraz de nosso ego. Talvez, são tantos “porquês” e “talvez” que a única certeza que tenho é que levarei comigo este fardo de insatisfação para meu tumulo...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

limitadamente limitado!

O “limite” sempre foi um combustível propulsor ao homem, e não uma barreira. Sempre tentamos alcançar o inalcançável, superar o insuperável, atingir ou inatingível. De todas as cobiças, a imortalidade sempre fora à maior. Por eras e eras o homem tenta de alguma forma se imortalizar. Consiga isso provindo, da pedra filosofal, das artes, das invenções, de seu gênio astuto ou até mesmo da superação da morte. Certamente, muitos conseguiram, não com a tal pedra, mas de diversas outras formas, e sem duvidas a mais astuta forma sem duvida fora a religião católica. O Homem conseguiu superar deus. Fez de um reles mortal um imortal, um ser capaz de superar a morte, as eras e crenças... Criemos um ser tão inigualável, que a invenção se tornou fato. A crença se tornou verdade absoluta. E nossa existência, se tornou mera piada, de um teor tão sombrio que nem mesmo no mais terrível humano conseguiria despertar um singelo sorriso. Buscamos ser lendas, por feitos incríveis... Nos tornamos imortais, por tamanha idiotice. E agora sem mais saber como concertar, estamos de joelhos diante da mentira criada por nós mesmos, pedindo clemência e redenção.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ostentação é a forma que encontramos de sermos por fora, tudo aquilo que nunca seremos de fato, por dentro.