quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

yesterday: hello, today: goodbye

Certa vez, com inocência ou malicia,

Eu acendi a luz, para teus olhos admirar.

A mantive acesa por um bom tempo,

Quando nos faltou luz, eu acendi uma vela

Quando a vela se foi, eu queimei minhas roupas.

Hoje, vejo que nada me restou.

Nada, alem de uma ultima mensagem:

De que neste recinto eu lhe saudei, lhe dei boas vindas

E que neste mesmo lugar, lhe dou adeus

Nessa vida que se foi...

goodbye, never to

Passando uma borracha no passado,

Se abrindo a um possível presente,

Desconexo a todo aquele amor que um dia existiu.ㅤ

Sem magoa, rancor ou pesar, eu me lanço à vida,

Como uma bala perdida, a procura de um alvo.

Almejando um novo destino, incerto, inseguro,

Monótono ou atrativo, que seja, apenas sendo

Me basta assim, não mais assim ficar.

ㅤㅤㅤ

Tirando aquele teu retrato da minha estante

Voltando a ter em seu lugar, minha velha foto de infância,

Do tempo quando eu não pensava mais, e assim serei

Não mais pensando, apenas vivendo, sem ti aqui:

Amando o que o mundo possa me trazer.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

jeitinho portugues

E quando Cabral chegou ao Brasil, escreveu uma carta ao Rei, dizendo das maravilhas desta terra e lhe pedindo o pequeno favor, de enviar parentes seus e que os colocasse em bons cargos, deu-se inicio ao jeitinho “brasileiro” de ser. Incrível como a hipocrisia nesse pais é banalizada, é para todo lado, reclamamos de que o governo faz isso, não faz aquilo, nos tira daqui, rouba de lá, mas e nós? A primeira oportunidade estamos guardando o nosso também, é sendo malandro daqui, furando fila la, burlando o sistema acolá, e achamos isso um Maximo, “foi mais fácil e rápido, menos caro e mais prazeroso” é cômico até, uma grande piada, onde pedir honestidade, integridade, ética e moral é fácil, é até clichê, mas ser integro e correto já se é coisa do passado, afinal “os mais espertos sobrevivem” . E assim vamos “progredindo” rumo a uma sociedade falida de bons princípios e virtudes onde no final, quando a coisa apertar, o jeito é recorrer a deus...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Crossing Death!

Na calada da noite, no ensurdecer do dia.

Meias palavras aqui ditas e por mim mal ditas

Para que poucos possam entende-las;

Mesmo que alguns venham a contemplar,

O que de fato me importa são os poucos

Que sugaram de mim o verdadeiro, o intenso...

Sangue sugas sociais, encontrem em mim o puro

Sangue e dele tirem o conhecimento necessário

Para viver, não mais sobrevivendo nesse lixo

De incertezas e mentiras abstrais.

Abaixo a toda e qualquer cautela para com os

Imundos sociais, que atormentam suas vidas

Com infames conselhos, repugnante cultura,

Proliferada pelos becos imundos do mundo.

Bem vindos à travessia da morte. Atravesse em morte

Os alicerces da verdade e se for capaz, chegue com vida

A outrolado.

Xxx

Explicito e vã glorioso que seja então um poema explicito

E vã glorioso de uma gloria ainda inexistente, e que venham

As criticas inconstrutivas, pois as construtivas só tem a alegrar

Vocês, e não a mim...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

This is rock n'roll baby!

“o rock morreu”

“consideram emocore como sendo rock, o rock já era infelizmente”

O Rock não morreu, esta ai, como sempre esteve, da mesma maneira, se reciclando a cada década, sendo criticado e crucificado na década atual, e tendo como as décadas anteriores seus anos dourados. Dizer que o rock morreu, é simplesmente dar uma opnião, usufruir do “achismo” não tendo vontade de analisar como este velho de guitarras cruas a distorções mirabolantes vem se mantendo ativo pelas décadas. A mídia mostra o rock atual como algo que todo mundo chama de “emo” o que muitas vezes nem é, começando ai o equivoco, e mesmo que fosse, desde quando a mídia vai mostrar o que o rock é de verdade, nunca deram bola para ele, dão agora aos antigos pois virou clássico, assim como darão atenção aos de hoje daqui 40 anos.

O Rock pulsa, escorre pelas veias subterrâneas da cidade, gritando cada vez mais, arranjos impressionantes, e velhas batidas que se tornam inéditas. Se aprimorando com o tempo, e sim migrando para um ar todo eletrônico ele perdura, se continuar nesta linha, chegara o dia em que o eletro será soberano ao rock e este voltara aos origens, e isso já vem acontecendo, bandas que são classificas no estilo “indie” por exemplo, tem muito de rock n’ roll. The Subways, Black Rebel Motorcycle Club e Jet são bons exemplos disto, de que nunca morrerá o eterno...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

god of lies

Em algum trecho da vida humana Deixemos de lado, nosso real caminho Nosso mapa para vitória, passando assim Para um caminho de escuridão. Certo dia um velho, farsante por natureza Chamou-nos, e com ele meias palavras trocamos O achamos um Maximo, um verdadeiro salvador Passamos a chamá-lo de DEUS, e a adorá-lo, acima de tudo Seguimos sua moral, sem questionar, assim como Acreditamos nas suas falsas promessas de vida eterna. Ele nos disse que somos livres, temos o tal do livre arbítrio, Mas que em nenhum outro deus devemos confiar, Pois se o fizermos, no fogo do inferno queimaremos. Pagamos todo mês, certa quantia, pois nosso deus Apesar de onipotente, precisa de dinheiro, não se sabe por que Tem alguns que dizem que é para a igreja ficar rica e ter Uma melhor condição de controlar o mundo, mas eu não acredito nisso Deus pediu dinheiro, dinheiro ele terá, certamente deve fazer isto Parte do seu grande plano para nós. Deus ajuda quem lhe deposita fé, mas me estranha minha vizinha Que teve suas pernas amputadas num acidente, e que mesmo assim Reza todas as noites, para deus lhe ajudar...

blood

Incrustado a um maldito olhar.

De um transpassar da vontade alheia,

Naquelas meias palavras, ditas num rápido piscar.

De todo o desejo contido, exposto no morder dos lábios.

Ar de sábio e sedutor, com sua aura escura e assombrosa.

Da linda morada, fria e gélida, num lindo cantar de morcegos

A dançar a doce canção de exílio.

Uma vitima a mais, esta noite esta prestes a conhecer

O doce cantar de um vampiro, sedento por amor e ódio,

Sangue e dor, desprezo e rancor, do lindo pescoço

Que um dia beijei.