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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

do verbo; "face fuce force"



Eu faço, me desfaço e retrocedo.

Me desespero em um mundo a me despedaçar.

Me confronto numa afronta sangrenta,
Dos meus dois egos contra um eu então.

Eu juro, juras de amor perdido,
Num amar que não existe resolução.

Me fragmento e me moldo a um instante.
Ato perdido que não volta não.

Eu pulo torto, caio reto e meu levanto
Sob um mar de santos, todos a pecar.

Caio reto no abismo de incertezas
Na certeza de encontrar deus, em vão.

Pois do divino, nem mesmo os talheres.
O que dirá a grande mãe, não.
De seu ventre puro e intacto, usado apenas
Pela multidão.

Tem empurraram um filho cego e bobo
Que do arroio quis fazer plantação.
Colhendo o mal de mãos cheias
Pagando o imposto...
...posto pelo cão.

 Imagem retirada do deviantart by artist:
http://xcuppyxcakesx.deviantart.com/
 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Fear

Todos temos medos, alguns óbvios, outros nem tanto. Alguns medos são banais, outros ridículos e sacanas; Mas da verdade ninguém escapa: todo tem medos, a se tem, e como os tem... Meu maior medo é o considerado banal para o resto do mundo, mal sabem eles; Tenho medo é de amar. Só quem sabe o que é o verdadeiro amor, ou ao menos desconfia de que esse que circunda por ai não é de fato, sabe que amar é difícil, terrível, as vezes cruel. Onde achar um amor correspondido, um verdadeiro e sombrio (o chamo de sombrio, pois o verdadeiro amor, hoje, encontra-se oculto nas sombras, como uma jóia a ser descoberta). Eu nunca procurei, já pensei na hipótese, mas a verdade é que eu tenho medo. Imagina vocês, achar o verdadeiro amor, e não ser retribuído? Que dores poderiam me causar, a morte, a solidão eterna, uma hemorragia da alma, ou coisa desconhecida? Amar? Comigo não, prefiro o meu comodismo, o que quero mesmo é paixão, pois esta vem e vão, como no balanço de uma rede, numa vida repleta de “ex’s” amores, que deixam de serem passado constantemente, ah isso sim que é bom, gozar da vida sem sofrer até a morte. E que me chamem de covarde, de desumano, mas no fundo todo mundo sabe, que o certo sou eu, que na minha tumba, desses hipócritas amores conhecidos levarem tantos que faltara espaço na minha pirâmide do descanso eterno, e quem sabe, minha alma não leve para Marte, Júpiter ou Netuno, um daqueles raros e cobiçados, amores sinceros?!?!?!?!...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cavalos Selados

Somos fracos, reprimidos e ofuscados. Estamos todos atordoados em meio a um mundo não mais nosso, mas de poucos facínoras que insistem em nos guiar com rédeas curtas. Somos os cavalos da nova era, guiados a um futuro incerto, a um futuro alheio, de sonhos e pesadelos de poucos, que temem que nós destruamos o mundo “deles”, mas que não se privam de destroçá-lo por completo. Estamos a mercê da tecnologia, fascinados com as tais maravilhas que elas nos proporcionam, nos esquecendo de que o nosso dom da criatividade se esvaia em meio a tanta praticidade. Somos sangue, órgãos, moléculas, hoje isso apenas somos, um dia também fomos energia, consciência, evolução e buscadores assíduos da alma, hoje não mais. Em meio a tantas falsas crenças, esquecemos da nossa, esquecemos da nossa fé e crença da alma, perdemos “o que” de contestadores. Nosso espírito hoje chora lagrimas de dor, pois esta num canto da alma esquecido, não mais ensinado, ainda criança clamando por conhecimento e tendo como alimento o vazio do esquecimento. Nosso espírito clama por vida, pela sua ágape a seu lado, pelo seu mentor a suas costas e pelo horizonte à frente, seja ele de luz ou sombras, tenha pombas ou serpentes em seu magnífico caminho. Nosso caminho de luta e vivencia fixa e espiritual fora trocado por uma enganadora pista virtual, repleta de flashes, cores e ilusões. Quem sabe um dia, não sejamos mais tão demasiadamente assim, meros humanos, animais mal evoluídos, aficionados pela destruição e calamidade alheia.