Todos temos medos, alguns óbvios, outros nem tanto.
Alguns medos são banais, outros ridículos e sacanas;
Mas da verdade ninguém escapa: todo tem medos, a se tem, e como os tem...
Meu maior medo é o considerado banal para o resto do mundo, mal sabem eles;
Tenho medo é de amar.
Só quem sabe o que é o verdadeiro amor, ou ao menos desconfia de que esse que circunda por ai não é de fato, sabe que amar é difícil, terrível, as vezes cruel.
Onde achar um amor correspondido, um verdadeiro e sombrio (o chamo de sombrio, pois o verdadeiro amor, hoje, encontra-se oculto nas sombras, como uma jóia a ser descoberta).
Eu nunca procurei, já pensei na hipótese, mas a verdade é que eu tenho medo.
Imagina vocês, achar o verdadeiro amor, e não ser retribuído? Que dores poderiam me causar, a morte, a solidão eterna, uma hemorragia da alma, ou coisa desconhecida?
Amar? Comigo não, prefiro o meu comodismo, o que quero mesmo é paixão, pois esta vem e vão, como no balanço de uma rede, numa vida repleta de “ex’s” amores, que deixam de serem passado constantemente, ah isso sim que é bom, gozar da vida sem sofrer até a morte.
E que me chamem de covarde, de desumano, mas no fundo todo mundo sabe, que o certo sou eu, que na minha tumba, desses hipócritas amores conhecidos levarem tantos que faltara espaço na minha pirâmide do descanso eterno, e quem sabe, minha alma não leve para Marte, Júpiter ou Netuno, um daqueles raros e cobiçados, amores sinceros?!?!?!?!...
